Quando nos deparamos com um momento de decidir entre uma ou mais opções, seja um novo cargo, um curso, uma mudança de carreira, é preciso ter coragem, consciência e análise, para que seja possível assumir o que verdadeiramente queremos e a nossa escolha seja pautada em dados, e não em suposições.
Hoje eu quero falar sobre esse processo de tomada de decisão mais maduro e alguns elementos básicos que podemos considerar no momento da escolha.
E, principalmente, quero compartilhar uma técnica específica que você pode utilizar neste momento que ainda não sabe a resposta. Espero poder ajudar a esclarecer suas ideias!
Em primeiro lugar, é natural que, ao lidar com incertezas, você sinta uma dose de ansiedade, insegurança ou até mesmo angústia, especialmente se o que muda depois da sua decisão é algo bastante significativo.
Permita-se percorrer o processo de reflexão e não fique se cobrando por não ter as respostas de imediato: foque em dar qualidade a esse processo de reflexão. E de que forma você pode fazer isso? Buscando informações externas / dados da realidade e conseguindo se escutar – seus pensamentos, sentimentos, intuições.
1. SOBRE A BUSCA DE INFORMAÇÕES EXTERNAS:
Precisamos trazer elementos externos, da realidade objetiva, para que nossas decisões não sejam fantasiosas e gerem frustrações desnecessárias depois.
Busque a maior quantidade de dados possíveis, aprofunde seu conhecimento e busque referências para esclarecer a situação.
Algo que costuma ser bastante útil, por exemplo, é você conversar com pessoas que tenham experiência naquilo que você precisa decidir. Por exemplo, se você deseja deixar seu trabalho como colaborador de uma empresa e passar a empreender, converse com quem já fez isso e procure entender como a pessoa fez, o que ela avalia que foram aprendizados e que traria como recomendações, como foi o processo e o que você pode aprender com ele…o ideal é observar diferentes referências, seja conversando mesmo, ou lendo, assistindo…hoje em dia temos tantos recursos disponíveis! Falta de informação e de acesso não é um problema. É muito mais encontrar boas fontes, se aproximar e dedicar tempo, não é mesmo? Ah, e procure considerar a visão e experiência dos outros como uma possibilidade, e não como verdade absoluta, pois cada caminho e pessoa são únicos.
2. SOBRE SE ESCUTAR
Paralelo à isso, um aspecto chave: perceba o que ocorre com você nesse processo. Para além dos dados e fatos, o que aquela sua ‘voz interior’ está dizendo para você? Aí você pode me dizer: “não consigo escutar essa tal voz interior”!
Lembro bem de uma pessoa me dizendo isso… Para quem se identifica, darei uma dica: o que te motiva e o que desmotiva nos dados observados? Qual opção te deixa mais motivado? E por que? Que sentimentos se passam dentro de você conforme analisa a opção A? E a opção B?
Outra coisa: você quer muito a opção A, mas o que te impede de seguir esse caminho é o medo? Então, neste caso você tem uma decisão, o problema é o medo de não conseguir. E isso é bem comum. Neste caso, é preciso aprender a lidar com o medo e construir um plano efetivo, dando a si mesmo o tempo e / ou as condições necessárias para seguir com a melhor decisão.
Só até aí já existe um caminho repleto de reflexões e ações que você pode ter, certo?
Mas vamos à técnica que comentei: “O QUE VEM DEPOIS DA DECISÃO”.
É o exercício de agir como se estivesse diante de algumas portas, que são as opções, e ao tomar determinada decisão abrisse aquela porta e seguisse para viver o que tem lá dentro. Essa técnica é focada na projeção do futuro e em se imaginar tendo tomada a decisão: quais são os desdobramentos, consequências e como me sinto, em cada uma das opções?
Vamos praticar?
PASSO 1: Pare agora para imaginar que você escolheu a opção A: fale em voz alta qual é a opção escolhida – “eu escolhi A e a partir de agora vou seguir por esse caminho”
PASSO 2: Pare para imaginar o cenário pós decisão. Responda de forma específica as questões abaixo. De preferência em voz alta, escrevendo ou compartilhando com alguém de sua confiança:
- O que acontece com você após ter escolhido esse caminho?
- Que mudanças essa escolha trará e o quanto isso traz satisfação, te agrada?
- Quais são os incômodos trazidos por essa escolha? Faz parte do processo ou isso quer dizer algo para você?
- O quanto você se vê percorrendo essa jornada? Do que você gosta e do que não gosta?
- Como se sente? (feliz, triste, animado, energizado, frustrado…). Escolha uma emoção que melhor represente o que sente.
- Após um ano, como será que você estará pensando sobre sua escolha?
PASSO 3: Agora vamos para a outra opção: fale com você mesmo: “escolhi a opção B e a partir de agora vou seguir por esse caminho”.
Faça as mesmas perguntas que fez para a escolha A. E siga o processo caso tenha outras opções.
Perceba-se enquanto pensa nas respostas e compare os cenários. Qual opção faz mais sentido para você?
Essa técnica pode te ajudar a se conectar com o que sentiria no pós decisão, associando suas emoções àquilo que você gostaria de fato. Isso facilitará para chegar a alguma intuição, sensação e à resposta interior. Mas novamente reforço aqui que é fundamental fazer o trabalho de análise de dados e fatos a fim de que essa projeção não seja fantasiosa e acabe sendo um autoengano.
Além disso, vale reforçar: se você está diante de uma decisão mais complexa e de alto impacto em sua vida, procurar um profissional para te auxiliar poderá trazer mais autoconhecimento, clareza e segurança para avançar. Se este for o seu caso, conte conosco da R122 para te apoiar no processo!
Desejo sucesso em suas escolhas!
Texto escrito por Patrícia Schuindt, que é Psicóloga e Professional Certified Coach (PCC), credenciada pela ICF (International Coach Federation), e atua em processos de Planejamento de Carreira e Coaching de Líderes. Para falar com a Patrícia: pschuindt@r122.com.br